Seca está matando até animais típicos do sertão em Sergipe
A seca que castiga a região Nordeste há 13 meses já mudou completamente o cenário da região semiárida de Sergipe.
Hoje a paisagem é composta por animais típicos da região, como o
calango, que também está morrendo de sede, sertanejos que precisam
queimar a própria vegetação da catinga para alimentar o gado e cascas de
árvores que tem servido como fonte de alimentação. Mais de 100 mil
pessoas sofrem com os efeitos da seca...
A
Defesa Civil de Sergipe já confirma que esta é considerada a pior seca
dos últimos 30 anos da região sendo considerado um ano atípico de todos
os outros desde que a instituição surgiu em 1972. São 18 municípios em
situação de emergência reconhecidos pelo Ministério da Integração
Nacional.
Os
municípios afetados pela seca são Canindé de São Francisco, Carira,
Frei Paulo, Gararu, Graccho Cardoso, Itabí, Monte Alegre de Sergipe,
Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora de
Lourdes, Pedra Mole, Pinhão, Poço Redondo, Poço Verde, Porto da Folha,
São Miguel do Aleixo, Tobias Barreto e Tomar do Geru.
Ações
Segundo o Governo do Estado, deverão ser investidos mais R$ 488 mil na contratação dos caminhões-pipa. A Secretaria de Estado da Inclusão Social e do Desenvolvimento Social informa que o Governo contribui com aproximadamente 40% a mais do quantitativo de água distribuída às famílias atingidas pela estiagem, em parceria com o Exército Brasileiro, até que as chuvas sejam suficientes para interromper a seca.
Segundo o Governo do Estado, deverão ser investidos mais R$ 488 mil na contratação dos caminhões-pipa. A Secretaria de Estado da Inclusão Social e do Desenvolvimento Social informa que o Governo contribui com aproximadamente 40% a mais do quantitativo de água distribuída às famílias atingidas pela estiagem, em parceria com o Exército Brasileiro, até que as chuvas sejam suficientes para interromper a seca.
Em
entrevista ao Bom Dia Sergipe, o tenente-coronel da Defesa Civil do
Estado, José Erivaldo Mendes, disse que mesmo que a chuva volte a cair,
seria preciso cinco anos para que a região conseguisse se recuperara por
completo.
“A
estrutura hídrica da região está totalmente comprometida, os próprios
animais típicos como calango e outros tipos de lagarto estão morrendo de
sede. Inicialmente todos os esforços governamentais estão direcionados
para que a água sirva para o consumo humano”, disse.
Para
amenizar a situação que a seca trouxe a Sergipe a Defesa Civil tem
realizado ações em diversos pontos do estado. “Além dos carros pipa que
vão aos municípios em situação de calamidade, o Governo também distribui
cestas básicas de alimentação. Todo o cronograma é controlado pelas
Defesas dos munícipios que fazem o cadastro das famílias mais
necessitadas”.
Quanto
à agua direcionada aos animais o tenente-coronel confirma que até
janeiro serão direcionados caminhões específicos para esse consumo.
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